terça-feira, 26 de julho de 2011

Já que é assim...

Já que colocam fotos nos pacotes de cigarro, por que que não põem gente obesa em cada pacote de batata frita, nas bombas de gasolina os mares poluidos e os animais mortos, matadouros em cada bandeja de carne, no pacote de arroz os escravos trabalhando debaixo do sol, fotos de animais torturados nos cosméticos, acidentes de trânsito nas bebidas alcoólicas, gente sem teto na conta de água e luz e políticos corruptos nas declarações de impostos? Coloquem também um cartaz dentro dos hospitais por ai, Estadios de futebol pago com o dinheiro publico e um monte de gente morrendo por falta de saúde, etc...

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Escravidão Moderna Pt.9: Imagem hipnótica

"Mas, saiba, oh rei, que não adoraremos seus deuses, nem nos ajoelharemos frente a imagem do ouro"
Daniel (Antigo Testamento)









Frente à devastação do mundo real, é necessário para o sistema colonizar a consciência dos escravos. É por isso que o sistema dominante decidiu se focar na dissuasão que desde a idade mais nova, cumpre o papel preponderante na formação dos escravos. Eles devem esquecer sua condição servil, sua pressão e sua vida miserável.

Basta conter essa multidão hipnótica conectadas as telas que acompanham sua vida cotidiana. Eles disfarçam sua insatisfação permanente com o reflexo manipulado de uma vida sonhada, cheia de dinheiro, de glória e de aventura. Mas seus sonhos são tão lamentáveis como sua vida miserável.

Há imagens para tudo e para todos. Essas imagens levam em si a mensagem ideológica da sociedade moderna e servem de instrumento de unificação e de propaganda. Multiplicam-se à medida que o homem é tirado de seu mundo e de sua vida.

OBEDEÇA - MANTENHA-SE DORMINDO - OBEDEÇA COMPRE NÃO QUESTIONE A AUTORIDADE ASSISTA A TV NADA DE IMAGINAÇÃO ESSE É SEU DEUS

É o menino o primeiro branco dessas imagens. Tem-se que transformá-los em estúpidos e extirpá-los de toda forma de reflexão e de crítica. Todo isso se faz, claramente, com uma desconcertante cumplicidade de seus pais, que desistiram frente ao impacto dos meios modernos de comunicação. Eles mesmos compram todas as mercadorias necessárias para a escravização de seu descendente. Desentendem-se quanto à educação de seus filhos, e as deixam para o sistema de embrutecimento e da mediocridade.

Há imagens para todas as idades e para todas as classes sociais. Os escravos modernos confundem essas imagens com a cultura e, às vezes, com a arte. Recorre-se constantemente aos instintos mais baixos para vender qualquer mercadoria.

E é a mulher duplamente escrava, na presente sociedade, a que paga o preço mais alto. Ela é apresentada como simples objeto de consumo. A rebelião também foi reduzida a uma imagem
desprovida de seu potencial subversivo, a imagem segue sendo a forma de
comunicação mais direta e mais eficaz. Constrói modelos, embrutece as massas, Mente, cria frustrações e infunde a ideologia mercantil. Trata-se, pois, uma vez mais e como sempre do mesmo objetivo: vender, modelos de vida ou produtos, comportamentos ou mercadorias.

Vender não importa o que. Mas vender. Esses pobres homens divertem-se, mas essa diversão serve apenas para distrair do autêntico mal que os domina. Deixaram que fizessem de sua vida
qualquer coisa e fingem sentir-se orgulhosos de eles. Tentam luzir satisfeitos, mas ninguém acredita. E frente ao frio reflexo do espelho, conseguem enganar-se. Perdem seu tempo diante de uns imbecis que os fazem rir ou cantar. Sonhar ou chorar.

Através do esporte midiático, representa-se o êxito e o fracasso, o esforço e as vitórias que o escravo moderno deixou de viver na própria pele. Sua insatisfação o incita a viver por encargo, face ao aparelho de televisão. Enquanto os imperadores da Roma Antiga compravam a submissão do povo com pão e circo, atualmente é com diversões e um consumo cego com que se compra o silêncio dos escravos.


Leia também: 1ª Parte - O Inicio
Parte 8 - Submissão: Opressão

domingo, 24 de julho de 2011

Escravidão Moderna Pt.8: Submissão - Opressão

"Pela força de obedecer se obtém reflexos de submissão."

O melhor de sua vida escorre pelos seus dedos, mas ele continua porque tem o costume de obedecer sempre.
A obediência se converteu na sua segunda natureza. Obedece sem saber porquê, simplesmente porque sabe que deve obedecer. Obedecer, produzir e consumir. Aí está a tríade que domina a sua vida. Obedece a seus pais, seus professores, seus patrões, seus proprietários e seus negociantes. Obedece a lei e as forças de ordem. Obedece todos os poderes, porque não sabe fazer outra coisa.

Não há nada que o assuste mais que a desobediência. Porque a desobediência é o risco, a aventura, a mudança. Assim como uma criança que entra em pânico quando perde de vista seus pais, O escravo moderno sente-se desorientado sem o poder que o criou. Por isso, continua obedecendo. O medo fez de nós escravos e nos mantém nessa condição.

Nos inclinamos diante dos mestres do mundo, Aceitamos esta vida de humilhações e de misérias, somente por temor. Entretanto, dispomos da força numérica face à minoria que governa. Sua força não obtém da sua polícia, mas sim de nosso consentimento, justificamos nossa covardia, em relação ao enfrentamento legítimo contra as forças que nos oprimem, com um discurso cheio de humanismo moralizador.

A recusa pela violência revolucionária está cravada nos espíritos daqueles que se opõem ao sistema defendendo alguns valores que o mesmo sistema lhes ensinou. Mas quando se trata de conservar sua hegemonia, o poder não vacila nunca em utilizar a violência.

"Sobre um governo que aprisiona injustamente, o lugar do homem justo é também a prisão" -
Henry David Thoreau
, "A Desobediência Civil"

Entretanto existem alguns indivíduos que escapam do controle das consciências, mas estão sob vigilância. Todo ato de rebelião ou resistência é assimilado como uma atividade desviada ou terrorista. A liberdade não existe, senão para aqueles que defendem os imperativo mercantis a partir de agora, a verdadeira oposição ao sistema dominante é totalmente clandestino.

Contra estes opositores, a repressão é a regra vigente. E o silêncio da maioria dos escravos
face a essa repressão é justificado pelo propósito midiático e político de negar o conflito que existe na sociedade real.

"E aquilo que fizemos antes pelo amor de Deus, fazemos agora pelo amor ao dinheiro, pelo amor a aquilo que dá a sensação mais elevada de poder e a boa consciência"
Nietzsche, "Aurora"


Como todos os seres oprimidos da história, o escravo moderno necessita de sua mística e de seu deus para anestesiar o mal que lhe atormenta e o sofrimento que lhe deprime. Mas esse novo deus a que lhe entregou sua alma, não é mais que nada. Um pedaço de papel.

Um número que tem sentido só porque todos decidiram dar. É por esse novo deus que estuda, trabalha, ri e se vende. É por esse novo deus que abandonou seus valores e está disposto fazer o que seja. Ele crê, que quanto mais dinheiro possua, mais se livrará da coação que o subjuga. Como se a posse fosse da mão da liberdade. A liberação é uma aproximação que provém do domínio de si mesmo. Um desejo e uma vontade de agir. Está no SER e não no TER.

Mas há que decidir se não vai servir e nem obedecer mais. Faz falta ser capaz de romper com os
hábitos que ninguém, ao que parece,*ou supor com juízo.* O escravo moderno está convencido de que não existe alternativa para a organização do mundo presente. Se resignou a esta vida porque pensa que não pode haver outra. É aí onde reside a força da dominação presente. Fazer crer que este sistema, que colonizou toda a superfície da Terra, é o final da história.

Convenceu a classe dominada que adaptar-se à sua ideologia equivale a adaptar-se ao mundo tal como é e tal como sempre foi. Sonhar com outro mundo converteu-se num crime condenando unissonamente pela mídia e por todos os poderes. Na verdade, o criminoso é aquele que
contribui, consciente ou não, com a demência da organização social dominante. Não há loucura maior que a do sistema presente.

Leia também: Parte 7: Medicina

Inicio: O Inicio

sábado, 23 de julho de 2011

Escravidão Moderna Pt.7 - Medicina

"A medicina faz morrer mais lentamente" Plutarque


DESEQUILIBRIO GERAL DE ANSIEDADE.










A degradação generalizada de seu meio-ambiente, do ar que respira e da comida que consome, o estresse de suas condições de trabalho e da totalidade de sua vida social são as origens das novas doenças do escravo moderno. Sua condição servil é uma doença para a qual nunca existirá remédio. Somente a completa liberação da condição na qual se encontra pode permitir ao escravo moderno sair do seu sofrimento.

A medicina ocidental não conhece senão um remédio contra os males que sofrem os escravos modernos. A mutilação, essa base de cirurgias, de antibióticos ou quimioterapias que trata os pacientes da medicina mercantil. Nunca se ataca a origem do mal senão suas consequências porque a busca das causas nos conduziria inevitavelmente à condenação implacável da organização social em sua totalidade. Assim como o sistema atual converteu cada elemento do nosso mundo numa simples mercadoria, também fez do nosso corpo uma mercadoria, um objeto de estudos e experimentos para os pseudo-sábio da medicina mercantil e da biologia molecular.
Os mestres do mundo estão a ponto de patentear tudo o que vive. A sequência completa do DNA do genoma humano é o ponto de partida de uma nova estratégia posta em ação pelo poder. A decodificação genética não tem outra finalidade a não ser ampliar consideravelmente
as formas de dominação e de controle.

Como tantas outras coisas, nosso corpo já não nos pertence.

Leia também: Parte 6 - Trabalho
Parte 8 - Submissão: Opressão

1ª Parte - O INICIO

Seleção da CBF #tvrevolta

Escravidão Moderna Pt.6 - Trabalho

"Tudo isso já foi escrito, estou apenas repetindo..."

"Trabalho, do latim "tri palium" - 3 paus - instrumento de tortura. - Tem um esboço disso no Wikipedia








Para entrar na ciranda do consumo frenético, tem que ter dinheiro. E para tê-lo, tem que trabalhar, quer dizer, "vender-se".

O sistema dominante fez do trabalho seu principal valor. E os escravos devem trabalhar
cada vez mais para pagar a crédito sua vida miserável. Se esgotam no trabalho, perdem com ele a maior parte de sua força vital e tem que suportar as piores humilhações. Passam toda sua vida fazendo uma atividade extenuante e monótona para benefício de poucos. A tensão do desemprego moderno tem como propósito assustá-los e fazê-los agradecer sem parar
à generosidade do poder. Que fariam sem essa tortura, que é o trabalho?

São estas atividades alienantes, as que nos apresentam como um liberação. Que mesquinhez e que desprezo. Sempre pressionados pelo cronômetro ou pela campainha, cada gesto dos escravos está calculado para aumentar a produtividade.

A organização científica do trabalho constitui a essência da disposição dos trabalhadores. Do fruto de seu trabalho, e do tempo que passam na produção automática das mercadorias e dos serviços. A atividade do trabalhador confunde-se com a de uma máquina nas fábricas, ou com de um computador nos escritórios. O tempo pago não se recupera jamais.

Desta maneira cada empregado está ligado a um trabalho repetitivo, seja intelectual ou físico. É um especialista em sua área de produção. Esta especialização se reproduz em escala planetária no marco da divisão internacional do trabalho. Se concebe no ocidente, se produz na Ásia, e se morre na África.

"O homem inteiro está condicionado ao comportamento produtivo pela organização do trabalho, e fora da fábrica, mantém a mesma pele e a mesma cabeça" - Christophe Dejour

À medida que o sistema de produção coloniza todos os setores da vida, o escravo moderno, não satisfeito com sua servidão no trabalho, segue desperdiçando seu tempo nas atividades de dispersão e férias planejadas. Nenhum momento de sua vida escapa da influência do sistema. Cada instante de sua vida foi invadido. É um escravo do tempo completo.

Leia também: 1ª Parte - O Inicio
Parte 5 -
Produção
Parte 7 - Medicina

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Fedor Emelianenko: Entrevista Legendada

Não é nova a entrevista, mas poucas vezes vi algo legendado dele, adoro o Fedor Emelianenko, o jeito como o cara se sente ainda um ser humano, diferente de muitos atletas e artirtas, que se acham um pouco mais do que carne e osso, um cara que humilde era, e humilde é.

Tosin Abasi - Melhor que Steve Vai??

Claro que o titulo é sensacionalista, não quero comparar ninguém mas... Se você for um guitarrista, cai pular da cadeira agora, equipado de um armamento pesado, uma guitarra de 8 cordas, com um instrumental progressivo incardido. Toca muitoooooo! Logo mais vou postar algo do Jeff Loomis também.

Escravidão Moderna Pt.5: Produção e meio ambiente

"Tudo isso já foi escrito, estou apenas repetindo..."

"Que tristeza pensar que a natureza fala, e que o gênero humano não a escuta"
Vitor Hugo






A pilhagem dos recursos do planeta. A Abundante produção de energia ou de mercadorias. Os resíduos e os despejos do consumo ostentoso hipotecam as possibilidades de sobrevivência da nossa terra e das espécies que a povoam. Mas para dar passagem ao capitalismo selvagem, o crescimento não deverá parar jamais.

Há que se produzir, produzir e voltar a produzir cada vez mais. Os mesmos que contaminam, são os que se apresentam atualmente como os salvadores do planeta. São os imbecis da indústria do espetáculo, patrocinados pelas firmas multinacionais. Tentam nos convencer que uma simples mudança em nossos hábitos bastará para salvar o planeta do desastre. E enquanto nos culpam, continuam contaminando sem parar, o meio-ambiente e nosso espírito.

Essas pobres teses falsamente ecológicas são repetidas por todos os políticos corruptos, que necessitam slogans publicitários, mas que evitam propor uma mudança radical no sistema de produção. Trata-se, como sempre, de mudar alguns detalhes para que o essencial siga o mesmo.

Leia: 1ª Parte - O Inicio
Parte 4 -
Alimentos
Parte 6 - Trabalho

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Como assim Happy Rock?


Estilo musical? Happy Rock? Que merda de estilo é esse? Rock não é uma coisa pra ser "Happy", não tem muito sentido, Happy Rock seria parecido como um filme porno e o cara falar "te amo" no meio da cena pra mina! Que porra de porno é esse se o cara falar "te amo" ?? Perde a essência né? Poderiam dar outro titulo ao estilo "Queima Rock" do Restart, poderia ser qualquer outra coisa... Pop fraldinha seria uma boa. Isso pra não falar outros titulos de estilos musicais duvidosos, Glam Rock é um deles muito esquisito mas hoje em dia ta quase valendo tudo né Gil?

Esse negócio de estilo musical as vezes é confuso...

Vou dizer que não tenho nada contra essas bandinhas que fazem 3 acordes e uma letra incrivelmente poetica como eles fazem. Eu to muito por fora nesse assunto que eu nem sei se ainda existe o Restart, mas ta ai, ta dado o recado pra proxima banda que for tocar o Pop Fraldinha, mas por favor, não diga que é Happy Rock, porque até hoje eu nunca escutei um Pop Death Metal, nunca escutei um Death Pagode, um Psy Samba como também nunca escutei uma musica eletronica caipira! Tem coisa que não combina.

Leia também, agora uma coisa séria: Escravidão Moderna - A Verdade

Escravidão Moderna Pt.4: Alimentos

"Tudo isso já foi escrito, estou apenas repetindo...E sim, eu também faço parte disso"

"O que é comida para alguns, é veneno para outros" - Paracelse









Mas é só quando se alimenta, que o escravo moderno ilustra melhor o estado de decadência que se encontra. Dispondo de cada vez menos tempo para preparar a comida que ingere. Se vê reduzido a consumir rapidamente que a indústria agroquímica produz. Se perde nos supermercados, em busca das marcas, que a sociedade da falsa abundância lhe concede.

Sua escolha não é mais do que uma ilusão, a abundância dos produtos alimentícios não dissimula nada além de sua degradação e sua falsificação. Não são nada além de organismos
geneticamente modificados na mistura de corantes e conservantes, de pesticidas, de hormônios, e de tantos outros inventos da modernidade.

A busca de prazer imediato é a regra do modo de alimentação. Assim como todas as formas de consumo. E as consequências que ilustram essa maneira de se alimentar, são vistas em todas as partes. Mas é face à indigência da maioria, que o homem ocidental se regozija de sua posição e de seu consumo frenético. Portanto a miséria está onde quer que reine a sociedade totalitária mercantil.

A escassez é a outra face da moeda da falsa abundância. A produção agroquímica é suficiente
para alimentar a totalidade da população. Entretanto, num sistema que faz da desigualdade um critério de progresso, a fome não desaparecerá jamais.

"Eles se convenceram de que o homem, espécie pecadora por excelência, domina a criação. Como se todas as demais criaturas não tenham sido criadas senão para lhes servir de comida, de pele, para ser martirizadas e exterminadas".
Isaac Bashevis Singer

A outra consequência da falsa abundância alimentar é a multiplicação das fábricas de concentração. O extermínio bárbaro e em grande escala das espécies que servem para alimentar os escravos. Esta é a essência do modo de produção dominante.

A vida e a humanidade não resistem mais ante à tragédia de alguns.

Leia Parte 3 - Mercadoria
Parte 5 - Produção e Meio Ambiente

Primeira Parte - O Inicio